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Operação Pretoriano: Macaco detido

O Ministério Público instaurou um inquérito que corre no DIAP do Porto. Buscas domiciliárias em todo o grande Porto, numa mega operação iniciada nesta madrugada. O epicentro dessas buscas foi em Vila Nova de Gaia, junto à casa de Fernando Madureira, o líder dos Super Dragões, mais conhecido por “Macaco”.


Inúmeros elementos da polícia de investigação criminal (PSP) começaram as buscas, apreensões e detenções logo muito cedo nas residências de alguns dos cabecilhas e operacionais. Foram feitos detidos, entre os quais Vitor Catão, Fernando Saúl e Sandra Madureira, a mulher de “Macaco” que já foi constituída arguida no processo.

Foi apreendida uma arma, substâncias estupfacientes ilegais, e diversos outros artefactos. Bem como um total de três automóveis, um topo de gama de marca Porche e dois BMW.


Os incidentes desta vez estão relacionados com a Assembleia Geral Extraordinária do Futebol Clube do Porto no dia 13 de Novembro com vista à aprovação dos novos estatutos propostos pelo Conselho Superior. Esta assembleia foi suspensa depois de um sócio ter sido espancado.


A Casa de André Villas-Boas na cidade do Porto foi vandalizada em Outubro de 2023. Seguiu-se mais vandalismo, agressões a um vigilante noturno e também um roubo de uma viatura desse mesmo vigilante.

Os elementos detidos estarão nesta altura na divisão de investigação criminal no Porto. Ainda hoje ou amanhã os detidos deverão ser presentes a um juiz do tribunal de instrução criminal do Porto para decidir quais as medidas de coação relativamente a este processo. Em causa estão crimes de ofensa corporal, coação, ameaça e danos. Também foi apreendida a viatura pessoal de Fernando Madureira, um carro topo de gama de marca Porsche, que foi então rebocado pela Polícia Municipal, que será prova nesta investigação. Também um BMW terá sido alegadamente apreendido em seguida.

Nesta investigação, que ainda decorre, foram feitas buscas domiciliárias em todo o grande Porto. A polícia fez as suas investigações e estará agora com estas buscas domiciliárias a recolher mais elementos para então depois se elaborar a acusação para estes elementos. Em Vila Nova de Gaia, também continuam as buscas.

Este assunto vai dominar a atualidade nos próximos dias.


Recorde-se, na Operação Fénix, onde Pinto da Costa foi acusado de 7 crimes de segurança ilegal, foi também averiguado o modo de vida de Fernando Madureira. Uma vida de luxo incompatível com os rendimentos declarados ao fisco.
Fernando Madureira tem uma fortuna que não bate certo com os rendimentos declarados, o cabecilha da claque dos superdragões tem uma vivenda de luxo em Canidelo, Vila Nova de Gaia. Tem pelo menos um restaurante no centro do Porto e é dono de um hostel também no Porto. Era sócio de uma empresa que gere 2 Campos cobertos de futebol, desconhecendo-se se continua ou não a ser dono desta empresa. Em 2017 comprou a Rocinha, um bar na Ribeira. Em 2005, comprou um Porsche que custava 80.000 EUR (oitenta mil Euros) e no ano seguinte comprou outro. No entanto, os documentos consultados pelo Correio da Manhã davam conta de que Fernando Madureira ganhava pouco mais de 16000 EUR por ano. Os Registos de Património de Fernando Madureira mostravam também outras disparidades. Em 2003, declarou que recebeu 5000 EUR brutos, ou seja, cerca de 400 EUR por mês. Ainda assim, conseguiu comprar uma moradia por 101000 EUR. Não se sabe exatamente qual o património do líder da claque dos Super Dragões. O que se sabe é que nunca declarou proveitos elevados, mas sempre conseguiu adquirir património valioso.

Carlos Alberto Silva, o “Bertinho”, treinador de Boxe do FCP, bem como o filho, e outros elementos ligados a esta modalidade, membros do plantel de boxe do FC Porto, nomeadamente Conde Ribeiro, diretor desportivo, ainda fazem ou fizeram segurança para um líder de um grupo neonazi. Este também ligado a Mário Machado, julgado e condenado no âmbito de diversos processos, como “Hammer Skins” e o ataque terrorista do 10 de Junho, onde foi assassinado Alcindo Monteiro.

O último ataque terrorista que houve em Portugal foi o que levou, a 10 de junho de 1995, à morte de Alcindo Monteiro e a graves ferimentos em inúmeras outras pessoas que, por serem negras, foram violentamente agredidas.

DN

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